António Costa aponta "relativo insucesso" de Trump junto de Putin para acabar com a guerra

António Costa está em Kiev para assinalar os quatro anos da invasão russa à Ucrânia
Créditos: Presidência ucraniana/AFP
A Europa, diz o líder do Conselho Europeu, tem de "aumentar a pressão e o isolamento internacional da Rússia" para que Moscovo tenha uma "motivação efetiva para aceitar as negociações de paz"
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, aponta o "relativo insucesso do Presidente norte-americano, Donald Trump, junto do homólogo russo, Vladimir Putin, nos esforços para pôr fim há guerra de quatro anos na Ucrânia.
António Costa, que está em Kiev para assinalar os quatro anos da invasão russa à Ucrânia, acusou Moscovo de não estar verdadeiramente empenhado em encontrar a paz.
"A Ucrânia foi o único dos beligerantes que até agora, primeiro, se envolveu efetivamente no processo de paz. Em segundo lugar, manifestou disponibilidade para fazer cedências, enquanto a Rússia, desde o primeiro dia, continua a fazer exatamente as mesmas exigências do que fazia no início", atira.
As negociações para um cessar-fogo continuam bloqueadas pela exigência russa de que Kiev se retire do Donbass, região industrial no leste da Ucrânia atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.
O líder do Conselho Europeu rejeita ver as intenções russas como uma tentativa de manipulação, mas aponta o "relativo insucesso dos esforços" de Donald Trump junto de Vladimir Putin, sublinhando que o chefe de Estado norte-americano afirmou ser capaz de resolver a questão em "24 horas".
"O Presidente Trump começou por dizer que em 24 horas resolvia-se o problema. Não se resolveu, infelizmente. E temos de continuar a apoiar para que se resolva o mais depressa possível", apela.
Reconhecendo que a Europa tem um papel essencial para se alcançar a paz nas conversas com Moscovo, António Costa vinca que os europeus têm de estar "preparados" para quando o momento chegar, completando que não se discute só a Ucrânia, mas "a segurança europeia".
"Nós [Europa] temos de continuar a aumentar a pressão sobre a Rússia, porque se aumentarmos a pressão sobre a Rússia, a Rússia tem uma motivação efetiva para aceitar as negociações de paz e é preciso aumentar também o isolamento internacional da Rússia", defende.
