
epa06813311 A handout photo made available by NGO Mission Lifeline on 16 June 2018 shows the NGO's rescue vessel 'Lifeline' in the Mediterranean, 25 September 2017. Italian Interior Minister Salvini on 16 June 2018 accused NGO rescue vessels 'Lifeline' and 'Seefuchs' of picking up migrants from the waters off the Libyan coast allegedly left there by human traffickers. Far-right wing League (Lega) party's leader Salvini made the remarks on the day the rescue vesssel 'Aquarius' is headed to Spanish city Valencia four days after it was stuck in the Mediterranean in a diplomactic row between Italy and Malta. EPA/AXEL STEIER / HANDOUT MANDATORY CREDIT: Axel Steier/Mission Lifeline HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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As organizações não-governamentais SOS Mediterranée e Médicos Sem-Fonteiras (MSF) apelam às autoridades francesas autorização para o navio Aquarius atracar no porto de Marselha.
O governo francês ainda nāo se pronunciou sobre este pedido, no entanto não encorajou à mudança de rumo até Marselha.
"Foram informados e nāo sei de que lado estão, mas o que constato é que até este momento nāo nos tentaram impedir de ir para Marselha. Penso que estão em discussões e é normal que precisem de tempo", descreveu esta tarde, em conferência de imprensa, o presidente da ONG SOS Mediteranée, Francis Vallat.
No navio encontram-se 58 pessoas, resgatadas nos últimos dias, que precisam de socorro iminente, mas quem são estas 58 pessoas ? Frédérique Penard director das operações de resgate dos Mediteraéee,"17 mulheres, uma mulher grávida, temos 18 menores, 3 crianças. Quanto às nacionalidades das pessoas a bordo, os migrantes são paquistaneses, costa marfinenses, palestinianos, sírios e sudaneses."
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O apelo foi lançado um dia depois do Panamá ter retirado o pavilhão ao navio Aquárius sob pressões económicas e políticas do regime italiano. Um golpe violento para as missões humanitárias do Aquarius, o único navio nāo governamental de apoio e resgate a migrantes no mar mediterrâneo central.
"As pressões italianas são manifestadas e evocadas com clareza pelo Panamá, nomeadamente, a ameaça aos portos europeus e por exemplo que todos os porto italianos estejam fechados aos navios. É a primeira vez que acontece na história marítima recente, pelo menos desde a segunda Guerra Mundial, que um navio tem de deixar um pavilhão apesar de cumprir todas as suas regras, como as regras internacionais. Nunca se viu uma coisa destas", apontou o presidente da ONG.
SOS Mediteranee apela o Panamá a pensar na decisão que tomou, caso este cenário nāo aconteça a ONG lança um pedido aos estados europeus para encontrar respostas para que o navio Aquárius retome o trabalho que desde 2014 registou mais de 15 mil migrantes no mar mediterrâneo.