Ataque russo faz quatro mortos em Kiev e ofensiva ucraniana deixa 500 mil sem energia

Sergey Kozlov/EPA (arquivo)
Entre os mortos encontra-se um socorrista médico
Um ataque da Rússia à Ucrânia fez esta sexta-feira quatro mortos em Kiev, enquanto um ataque ucraniano deixou mais de 500 mil russos sem eletricidade na região oriental de Belgorod, de acordo com as autoridades dos dois países.
Além da capital ucraniana, a Rússia também atingiu infraestruturas críticas na cidade ocidental de Lviv, usando um míssil balístico não identificado, disse o presidente da câmara, Andriy Sadoviy.
O Comando Ocidental da Força Aérea da Ucrânia adiantou mais tarde que o míssil viajou a uma velocidade de 13 mil quilómetros por hora e que o tipo específico de foguete estava a ser investigado.
Entre os mortos encontra-se um socorrista médico, indicou o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko. Cinco socorristas ficaram feridos, declarou o serviço de segurança da Ucrânia.
Várias áreas de Kiev foram atingidas no ataque, disse ainda Tymur Tkachenko. Na zona de Desnyanskyi, um drone caiu no telhado de um prédio de vários andares. Nessa mesma área, dois primeiros andares de um prédio residencial foram danificados como resultado de outro ataque.
Em Dnipro, partes de um drone danificaram um prédio de vários andares, provocando um incêndio.
O abastecimento de água e eletricidade foi interrompido em partes da capital como resultado da agressão, disse o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.
O ataque ocorreu poucas horas depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertar a nação para as intenções da Rússia de levar a cabo uma ofensiva em grande escala.
Entretanto, na Rússia, mais de 500 mil pessoas encontram-se sem eletricidade após um ataque ucraniano na região russa de Belgorod (oeste), anunciou o governador local, Viatcheslav Gladkov esta sexta-feira.
"Às 06h00 da manhã de hoje [03h00 em Lisboa], 556 mil pessoas de seis municípios estão sem eletricidade e praticamente o mesmo número não tem aquecimento", indicou o responsável na plataforma de mensagens Telegram.
Duzentas mil pessoas encontram-se também sem água e saneamento.
A região fica próxima à cidade ucraniana de Kharkiv.
