
A chegada de uma nova frente fria ao Sudeste e a formação de um novo ciclone extratropical no Sul prometem interromper a onda de calor
Nelson Almeida/AFP
Temperaturas além dos 40 graus em pleno fim de inverno e princípio de primavera deixam o país em alerta de "grande perigo" na classificação do Inmet, instituto de meteorologia local.
Nove das 27 capitais estaduais do Brasil devem bater recordes de temperatura até quinta-feira.
Numa delas, Cuiabá, capital do Mato Grosso, aguarda-se uma máxima de 43 graus. Em Palmas, capital do Tocantins, os termómetros chegarão, segundo os meteorologistas, a 40.
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No último domingo, quatro capitais bateram os seus recordes, incluindo o Rio de Janeiro, que ficou muito perto dos 40 graus, e Curitiba, tradicionalmente a capital mais fria do Brasil, que superou os 33 graus.
Como as temperaturas estão cinco graus acima da média, o Inmet, instituto brasileiro de meteorologia, lançou um alerta de "grande perigo" na segunda-feira, dia 18. No Brasil, como em todo o hemisfério sul, só agora terminou o inverno, o inverno, aliás, mais quente da história do país, desde 1963, nas cidades de São Paulo e de Cuiabá, entre outras.
Entretanto, segundo o Inmet, o que provoca a onda de calor é um bloqueio atmosférico, que prejudica a formação de chuvas e facilita o aumento da temperatura. Esse bloqueio, uma espécie de "bolha de calor", deverá desfazer-se até quarta, levando à queda da temperatura.
A chegada de uma nova frente fria ao Sudeste, a região onde se encontram São Paulo e Rio, as cidades mais populosas, e a formação de um novo ciclone extratropical no Sul prometem interromper a onda de calor sufocante que assola essas duas regiões do Brasil.
Mas os meteorologistas avisam que sensação amena de fim de inverno e princípio de primavera, como seria suposto nesta altura do ano, já é impossível de acontecer. Haverá um refresco e nada mais - o calor veio para ficar.