
An Odaa tree stands in the town of Dukem, Oromia region, Ethiopia November 1, 2018. The Oromo people gather under Odaa trees for prayers, coronation of their leaders, and for thanksgiving ceremonies. REUTERS/Tiksa Negeri SEARCH "ETHIOPIA OROMOS" FOR THIS STORY. SEARCH "WIDER IMAGE" FOR ALL STORIES.
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A vala foi encontrada durante uma investigação sobre as alegadas atrocidades cometidas pelo ex-administrador da região, Abdi Mohamud Omar. As autoridades estão a proceder à identificação dos corpos.
As autoridades da Etiópia descobriram, esta quinta-feira, uma vala comum com pelo menos 200 corpos, perto da fronteira nas regiões de Oromia e Somali, onde persiste um conflito armado, informou a televisão estatal do país.
De acordo com o canal televisivo Fana, a vala comum foi encontrada durante uma investigação sobre as alegadas atrocidades cometidas pelo ex-administrador-chefe da região somali Abdi Mohamud Omar. As autoridades estão agora a proceder à identificação dos corpos.
Abdi Mohamud, que foi forçado a demitir-se a 6 de agosto, foi detido semanas mais tarde na sua casa em Addis Ababa, quando uma espiral de violência étnica eclodiu na capital somali de Jijiga, também conhecida como região de Ogaden.
À espera de julgamento, o líder regional que comandou corpo de forças especiais da província Somali conhecido por Liyu é acusado de tortura e assassínio, bem como de incitar à violência étnica durante os 13 anos do seu mandato.
Os confrontos étnicos aumentaram a partir do final de 2017 nas regiões Somali (este) e de Oromia (sul), onde está localizado o grupo étnico maioritário no país, os oromos.
No final do ano passado, as investidas do corpo de forças especiais da província Somali em Oromia causaram a morte a centenas de pessoas e obrigaram à fuga de mais de um milhão, a sua maioria oromos, de acordo com relatórios conjuntos da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Governo da Etiópia.
A violência que assola a região separatista Somali há décadas, após o confronto aberto entre o grupo da frente rebelde Frente de Libertação Nacional Ogaden e o Governo etíope, melhorou em outubro quando os dois lados assinaram um acordo de paz.
Devido aos conflitos étnicos, o número de pessoas deslocadas na Etiópia atingiu um número recorde de 2,8 milhões em meados de 2018, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).