Dinamarca diz que reunião na Casa Branca sobre Gronelândia foi "muito construtiva"

Lars Lokke Rasmussen
Foto: Oliver Contreras/AFP
O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, classificou esta quarta-feira como "franca e muito construtiva" a reunião com o Governo norte-americano, em Washington, sobre o futuro da Gronelândia.
"O nosso objetivo era encontrar um entendimento comum", afirmou o ministro, numa conferência de imprensa após o encontro que manteve, juntamente com a homóloga gronelandesa, Vivian Motzfeldt, com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Os Estados Unidos e a Dinamarca ainda têm uma "divergência fundamental", assumiu Rasmussen, frisando que "concordaram em discordar".
Face a esse cenário, anunciou a criação de um grupo de trabalho de alto nível para discutir a segurança da Gronelândia, acrescentando que o grupo poderá reunir-se em algumas semanas.
A delegação da Dinamarca e da Gronelândia foi recebida na Casa Branca para uma reunião crucial, depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter expressado mais uma vez a vontade de conquistar o território ártico.
Donald Trump não participou pessoalmente da reunião, mas preparou o terreno para a mesma, escrevendo pouco antes na rede social Truth Social: "Precisamos da Gronelândia por razões de segurança nacional. É vital para a Cúpula Dourada que estamos a construir".
Esta é a primeira vez que Trump estabelece uma ligação entre este gigantesco projeto norte-americano de escudo antimíssil e a posse do território autónomo dinamarquês.
Desde que regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem mencionado regularmente a possibilidade de assumir o controlo da vasta e estratégica, porém pouco povoada, ilha ártica.
O Presidente garantiu que ia apoderar-se da Gronelândia "de um jeito ou de outro".
