Espanha: dois cidadãos portugueses sinalizados no local do acidente que fez 40 mortos

Créditos: Jorge Guerreiro/AFP
O descarrilamento de dois comboios no sul de Espanha fez pelo menos 40 mortos. Foram sinalizados dois portugueses no local do acidente
Pelo menos dois cidadãos portugueses estavam no acidente que envolveu o descarrilamento de dois comboios no sul de Espanha anunciou, esta segunda-feira, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Lusa. Quarenta pessoas morreram, segundo avança a agência noticiosa francesa AFP.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, os dois cidadãos tratam-se de uma portuguesa que "já se encontra bem e em casa" e de um "outro caso, que foi sinalizado pelas autoridades espanholas", mas de que não se sabem ainda detalhes relativamente ao estado de saúde.
O acidente ocorreu por volta das 19h45 de domingo (18h45 em Lisboa), no município de Adamuz e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, desde Madrid para Huelva, perto da fronteira com Portugal, no Algarve).
Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma "subestação" de manutenção da linha e onde há um ponto de mudança de agulhas.
O comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18h40 de domingo com destino a Puerta de Atocha (Madrid) com perto de 70 pessoas a bordo, descarrilou e três vagões invadiram a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.
Os vagões do comboio da Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.
O Governo espanhol decretou esta segunda-feira três dias de luto nacional, de terça-feira a quinta-feira, anunciou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
O líder do Governo, que falava na localidade onde ocorreu o acidente (Adamuz, em Córdova, na Andaluzia), prometeu também tornar públicas, "com transparência e claridade", as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como "uma tragédia" que deixa "dor em toda a Espanha".
O acidente fez também mais de 100 feridos, 48 dos quais permanecem hospitalizados, avançou o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, em declarações em Adamuz, ao lado de Sánchez.
Também esta segunda-feira o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, manifestou ao seu homólogo espanhol a solidariedade de Portugal e disponibilizou o apoio "para o que for necessário".
O ministro das Infraestruturas de Portugal, Miguel Pinto Luz, tinha igualmente manifestado solidariedade para com Espanha, sublinhando disponibilidade das entidades portuguesas para prestar apoio, no âmbito da cooperação institucional e técnica entre os dois países.
Notícia atualizada às 18h02.
