Embaixada em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa após ataques dos EUA

Miguel Gutierrez/EPA
As autoridades portuguesas recomendam que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, "a fim de garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares"
As autoridades portuguesas apelaram este sábado à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter "tranquila e em casa", após ataques aéreos dos Estados Unidos.
"A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas", lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela, uma das maiores da diáspora.
Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram "canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência" dos cidadãos nacionais.
No mesmo comunicado, as autoridades referem que a utilização destes contactos destina-se "exclusivamente a situações de comprovada urgência", de modo a garantir uma resposta eficaz e atempada dos serviços consulares.
Além disso, recomendam que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, "a fim de garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário".
Cerca de 220.000 pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro do ano passado, mas este número não inclui os lusodescendentes, pelo que as autoridades calculam que a dimensão da comunidade "seja bastante superior".
O Governo da Venezuela denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos da América, após explosões na capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.
Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, após os Estados Unidos terem realizado um "ataque em grande escala" no país.
