EUA atacam Venezuela: o filme dos acontecimentos que deixaram o mundo em suspenso
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A captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, é a principal conquista anunciada pela intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que colocou a comunidade internacional em suspenso nas últimas horas.
Este foi o filme dos acontecimentos nas últimas horas:
- 05h55 GMT (hora GMT e de Lisboa, menos quatro horas em Caracas): moradores de Caracas relataram ter acordado com fortes explosões acompanhadas por sobrevoos de aeronaves e falhas elétricas em vários setores da capital. Testemunhas apontaram colunas de fumo e fogo em zonas próximas a instalações militares, como a base aérea de La Carlota, Fuerte Tiuna, o porto de La Guaira e o aeroporto de Higuerote. Nas redes sociais circularam vídeos com detonações, helicópteros militares e luzes no céu.
- 07h28 GMT: O Presidente colombiano, Gustavo Petro, diz que Caracas está a ser bombardeada, após detonações e explosões terem sido ouvidas em várias partes da capital venezuelana nas primeiras horas da manhã.
- 07h35 GMT: O governo de Maduro denuncia uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos contra a Venezuela, especificamente nas cidades civis e militares dos estados de Miranda, Aragua, La Guaira e da capital do país, Caracas, e ordena "o destacamento do comando para a defesa integral da nação". Em comunicado, denunciou o que classificou como ataques aéreos atribuídos às forças militares dos Estados Unidos, ocorridos em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Em transmissão pela VTV, o Executivo anunciou a ativação de planos de defesa nacional, declarou estado de emergência em todo o território e convocou os seus apoiantes a mobilizarem-se nas ruas, ao mesmo tempo que apresentava denúncias a organismos internacionais por considerar que os factos violam a Carta das Nações Unidas e colocam em risco a paz regional.
- 07h52 GMT: A norte-americana CBS informa que o Presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ataques dentro da Venezuela, incluindo contra alvos militares.
- 08h08 GMT: A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) terá proibido aeronaves comerciais norte-americanas de operar a qualquer altitude sobre o espaço aéreo da Venezuela, citando riscos de segurança decorrentes da atividade militar em curso no país sul-americano. O aviso, conhecido como NOTAM, entrou em vigor às 02h00 de sábado, hora local na Venezuela, e estará em vigor durante 23 horas.
- 08h31 GMT: Os primeiros danos da operação dos EUA são reportados: incêndio e alguns danos na vedação da Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, também conhecida como La Carlota, o principal aeroporto militar de Caracas.
- 09h28 GMT: O Presidente dos EUA, Donald Trump, confirma que os Estados Unidos "realizaram com sucesso um ataque em grande escala à Venezuela e ao seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua mulher, capturado e retirado do país por via aérea", numa ação "em larga escala" realizada em conjunto com agências de segurança americanas. O anúncio foi feito através da sua rede Truth Social.
- O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, denunciou o que classificou como uma "invasão" e afirmou que mísseis e foguetes teriam sido lançados de helicópteros norte-americanos contra zonas civis e militares de Caracas e outras regiões do país. Numa mensagem divulgada nas redes sociais, afirmou que as autoridades estavam a verificar possíveis vítimas, apelou à população para evitar o caos e a anarquia e sustentou que o ataque responde, segundo ele, a interesses sobre os recursos estratégicos da Venezuela.
- 10h15 GMT: A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, denuncia que o paradeiro de Maduro e de Cilia Flores é desconhecido. Denunciou um "ataque aéreo brutal" dos Estados Unidos contra Caracas e afirmou que não se sabe o paradeiro de Nicolás Maduro e Cilia Flores, pelo que exigiu a Washington uma prova de vida imediata. Minutos depois, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, apareceu em Caracas junto com as forças de segurança, atribuiu os fatos a uma operação militar dos Estados Unidos, denunciou impactos em áreas civis e pediu à população que mantivesse a calma, evitasse o desespero e exigisse uma declaração das organizações internacionais.
- 10h29 GMT: O Presidente colombiano, Gustavo Petro, anuncia um reforço da segurança na fronteira com a Venezuela para lidar com a possível chegada de refugiados venezuelanos. Gustavo Petro expressou a "profunda preocupação" de seu governo.
- 10h30 GMT: O New York Times relata que não foram registadas baixas dos EUA.
- 10h45 GMT: O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, apela à calma no país e a não facilitar "as coisas ao inimigo invasor", classificando o ataque realizado pelos Estados Unidos no país sul-americano como "criminoso e terrorista".
- 10h48 GMT: O Governo venezuelano solicita uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para discutir os "atos de agressão" dos EUA contra a Venezuela.
- 11h03 GMT: O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirma que Nicolás Maduro foi detido pelos Estados Unidos e enfrentará um julgamento criminal nesse país e que, agora que o líder venezuelano foi capturado, não se esperam novas ações militares no país, segundo o senador republicano Mike Lee após uma conversa.
- 11h35 GMT: O procurador-geral venezuelano denuncia o "rapto" de Maduro pelos EUA e pede que seja libertado, além de responsabilizar os EUA pelo que lhe possa acontecer.
