
Sudanês com bandeira do Sudão do Sul durante o anúncio dos resultados preliminares
Reuters
António Monteiro diz que o processo de independência do Sudão do Sul é muito complexo e requer todas as cautelas e envolvimento da comunidade internacional para evitar fracassos.
No dia em que foram conhecidos os resultados preliminares do referendo, segundo os quais 98,83 por cento dos votantes foram favoráveis à secessão, António Monteiro começou por dizer que será necessário esperar até 72 horas para confirmar estes dados, sendo que a oficialização dos mesmos só será feita por volta do dia 7 de Fevereiro.
Depois disso, explicou o embaixador, «haverá um prazo para reclamações», e, no final, «os resultados serão proclamados pela comissão» e confirmados internacionalmente.
António Monteiro, que acompanhou a consulta militar na qualidade de enviado do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sublinhou que a independência será um «processo complicado», que exigirá aos sudaneses a «continuação de um clima de diálogo» e «obrigará a comunidade internacional a estar envolvida».
Neste processo, o embaixador chamou a atenção para «temas delicados», como a «delimitação de fronteiras, as questões de cidadania e a partilha de recursos».
O acordo de paz vigora até 9 de Julho, data em que deverá ser proclamada a independência do Sudão do Sul, acrescentou, defendendo que os «problemas que definem a soberania dos dois novos estados» devem ser tratados «de comum acordo para que os dois possam ser viáveis».