
Créditos: Morteza Nikoubazl/NurPhoto via AFP (arquivo)
O Irão acredita que, "nos próximos dias, será tomada uma decisão sobre uma ação recíproca da República Islâmica em relação à medida ilegal, irracional e muito errada da UE"
O Irão anunciou esta segunda-feira a convocação de todos os seus embaixadores na União Europeia (UE) para protestar contra a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, disse aos jornalistas que os embaixadores começaram a ser convocados no domingo e que esta segunda-feira este processo continua.
"Uma série de ações foram analisadas, várias opções estão a ser preparadas e enviadas aos órgãos de decisão competentes", disse Baghaei.
"Acreditamos que, nos próximos dias, será tomada uma decisão sobre uma ação recíproca da República Islâmica do Irão em relação à medida ilegal, irracional e muito errada da UE", acrescentou.
A União Europeia classificou na quinta-feira a Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista, em resposta à repressão de manifestações recentes no país que causaram milhares de mortos.
Esta decisão, que requeria a aprovação por unanimidade, foi tomada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, numa reunião em Bruxelas.
A Guarda Revolucionária do Irão, exército ideológico da República Islâmica, junta-se assim a grupos como o movimento palestiniano Hamas, a rede terrorista Al-Qaida e o grupo extremista Estado Islâmico, já na lista de organizações terroristas da UE.
Esta lista foi criada em 2001, após os atentados do 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
Todas as entidades e pessoas nesta lista veem os seus bens e ativos financeiros em solo europeu congelados e toda a cooperação policial e judiciária em matéria penal proibida.
O Irão considera as forças armadas europeias "grupos terroristas", declarou, no domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, após a decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária como uma "organização terrorista".
Outros países, incluindo os EUA e o Canadá, já tinham designado a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista. Embora a medida seja em grande parte simbólica, aumenta a pressão económica sobre o Irão, já que a Guarda Revolucionária exerce uma grande influência sobre a economia do país.
