
A jovem militante paquistanesa Malala Yousafzai que defende o direito das mulheres à educação foi galardoada com o Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu (PE).
A última coisa de que Malala se lembra é de estar sentada num autocarro com amigas. São elas que preenchem os espaços vazios dos minutos seguintes: um homem de cara tapada entra no autocarro e pergunta quem é Malala, aponta-lhe uma arma à cabeça e dispara.
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O ataque talibã à aldeia paquistanesa de Mingora, na fronteira com o Afeganistão, tinha um objetivo: assassinar aquela jovem que lutava pelo direito à educação e que começava a ter lugar nas manchetes de todo o mundo.
Mas a bala na cabeça não foi suficiente para lhe retirar a vida ou o fôlego.
Malala Yousafzai conta que o primeiro pensamento ao acordar do coma , seis dias depois de ter sido atingida, foi agradecer a deus o facto de estar viva.
Na autobiografia, Malala conta que depois de acordar lhe disseram que estava em Birmingham, um lugar que ela nem sabia onde ficava.
Foi nesta localidade que foi operada e é em Birmingham que vive.
A petição que foi lançada para que Malala fosse nomeada para o prémio Nobel da Paz tem quase um ano. No espaço de um mês mais de 60 mil pessoas assinaram a petição.