Com 6,1 quilómetros, o circuito urbano da Guia, em Macau, é conhecido por ser uma das pistas onde os erros se pagam caro, normalmente com a desistência e muitos danos materiais para os mecânicos tentarem reparar.
Ladeado por muros e rails, a pista de Macau tem poucas escapatórias, é exigente em termos físicos e muito traiçoeira pois um pequeno erro de cálculo atira qualquer piloto para fora da corrida.
Se nos carros, o amarelo e preto dos rails assusta pela rapidez com que passam tão perto das viaturas, já nas motos a adrenalina é ainda maior devido ao contacto entre piloto e máquina com o próprio circuito.
Desligadas as luzes vermelhas na reta da meta, é sempre "a abrir" até à traiçoeira curva Mandarim Oriental, que antecede a difícil curva do Hotel Lisboa, um ângulo reto cujas bancadas são muitos disputadas por ali haver grandes probabilidades de se registarem acidentes que param provas e definem vencedores.
Depois da curva do Hotel Lisboa, os pilotos conduzem as máquinas para a zona mais sinuosa da pista, através da subida de São Francisco e da rampa do Hospital, no cimo da qual carros e motos por vezes perdem a aderência e acabam nos muros.
Segue-se a curva e contra curva na zona da Maternidade, uma ligeira descida em "quase" reta, uma curva à esquerda e, à direita, a entrada nos Esses da Solidão, onde os muros e os "rails" são a única companhia dos pilotos, que, mesmo perseguidos a curta distância, não conseguem ver o adversário devido à sequência de curvas e contra curvas.
Ainda na estrada de Cacilhas, os pilotos chegam ao Ramal dos Mouros, outra das zonas apertadas, antes de entrarem na estrada D. Maria e chegarem à curva Melco, a zona mais lenta da pista, feita habitualmente a pouco mais de 40 km/h e em primeira velocidade.
Ultrapassada a Melco, os motores voltam a acelerar a sério através de uma série de retas "separadas" pelas curvas dos Pescadores e R, que antecedem a entrada na reta da meta, voltando a repetir o trajeto e os desafios, principalmente na curva do hotel Mandarim e do hotel Lisboa.