
Susana Vera/Reuters
Madrid endurece o discurso em relação à Catalunha. O chefe do governo espanhol diz que "a democracia não pode aceitar que se liquide a Constituição".
Foi no encerramento de um encontro do PP que Mariano Rajoy deixou a garantia de que o referendo do próximo dia 1 de outubro não vai realizar-se. Sublinha que as autoridades da Catalunha "sabem, desde sempre, que o referendo não pode acontecer", porque é ilegal e, "mesmo assim, decidiram mantê-lo".
Rajoy defende que a votação sobre a independência vai contra todas as regras da democracia, por isso, é taxativo: "não vai haver referendo, porque nenhuma democracia no mundo - nenhuma! - pode aceitar que se liquide a Constituição, as normas da convivência, a soberania nacional. Nenhuma"!
O chefe do governo de Madrid considera que se trata de uma "linha vermelha que não pode ser ultrapassada". Perante uma plateia de membros do PP, Mariano Rajoy reforçou os avisos a Barcelona: "a única coisa que a nossa democracia não pode suportar é o delito, a desobediência e o abuso".
O presidente do governo espanhol dá, assim, um murro na mesa, exigindo que Barcelona regresse à "normalidade e diga "não" à política contra a lei".