
epa07216710 Participants march on the Szent Istvan Boulevard during the demonstration of the Hungarian Trade Union Confederation in Budapest, Hungary, 08 December 2018. The protest was held against planned 50 days overwork in a year and for freedom of scientific research and the freedom of education. EPA/ZSOLT SZIGETVARY HUNGARY OUT
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A Confederação Nacional dos Sindicatos Húngaros (MASZSZ), que organizou a manifestação, exige a retirada do projeto de lei.
Milhares de húngaros manifestaram-se este sábado em Budapeste contra uma alteração do Código do Trabalho proposta pelo partido do primeiro-ministro, Viktor Orban, e qualificada pelos críticos de "lei da escravatura".
Apresentado pelos deputados do partido nacional-conservador Fidesz, o projeto de lei prevê um aumento do número de horas extra que os empregadores podem exigir anualmente. Se for aprovado, o limite de horas extra passará de 250 para 400.
"São os salários que devem ser aumentados, não as horas suplementares", disse Gyorgy Kalman, 47 anos e empregado na indústria automóvel, proveniente da cidade de Gyor para participar na manifestação, citado pela agência France Presse.
A Confederação Nacional dos Sindicatos Húngaros (MASZSZ), que organizou a manifestação, exige a retirada do projeto de lei.
Num comunicado divulgado antes do protesto, o seu responsável Laszlo Kordas considerou que a lei "ataca uma parte importante da sociedade".
"Os empregados serão obrigados a trabalhar mais 50 dias por ano" se a proposta for aprovada, adiantou.
O Governo defendeu a reforma, considerando que permite a quem quer trabalhar e ganhar mais fazê-lo sem barreiras burocráticas.
Segundo uma sondagem recente do instituto Policy Agenda, 83% dos húngaros estão contra o projeto de lei, que deve ser votado no parlamento na terça-feira.