
epa07267763 A handout photo made available by Sea-Eye shows crew members of the private rescue ship Professor Albrecht Penck rescuing a group of migrants in the Mediterranean Sea, 29 December 2018 (issued 07 January 2019). Pope Francis had urged European leaders a day earlier to show 'concrete solidarity' with dozens of migrants on the two NGO ships 'Professor Albrecht Penck' and 'Sea-Watch 3', which were refused entry to Malta ports. EPA/ALEXANDER DRAHEIM / SEA-EYE HANDOUT MANDATORY CREDIT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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A Líbia enviou um navio mercante para ajudar um barco com cerca de 100 pessoas que estava em dificuldades, levando o grupo para cidade líbia de Misurata.
Os migrantes que estavam no barco, localizado a cerca de 60 milhas da costa da cidade de Misurata, lançaram um pedido de socorro às 9h00 (hora de Lisboa) de domingo.
O "Alarm Phone", que administra uma linha telefónica disponibilizada para migrantes em dificuldade no Mediterrâneo, explicou que os migrantes enviaram o aviso aos centros de coordenação de resgate da Itália e Malta, mas que estes pediram para que se dirigissem à Líbia, responsáveis pelos salvamentos.
Durante o resto do dia não houve resposta e os migrantes relataram que estavam numa situação dramática e que várias pessoas tinham desmaiado e que inclusive uma criança tinha morrido.
Por volta das 22h00, hora de Lisboa, tanto o Governo italiano quanto a Guarda Costeira responderam que as autoridades líbias estavam ocupadas com o auxílio a outras duas embarcações.
Os migrantes chegarão hoje no porto de Misurata.
O retorno de migrantes à Líbia foi descrito como uma violação de direitos por várias organizações humanitárias.
"O retorno de pessoas resgatadas em águas internacionais para a Líbia vai contra o direito internacional, já que atualmente não há porto seguro na Líbia", disse Carlotta Sami, porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) para o sul da Europa.
Nesta sexta-feira, houve um naufrágio a 50 milhas da costa da Líbia e em que pelo menos 117 pessoas perderam a vida, segundo o depoimento dos três sobreviventes resgatados pela marinha italiana.
Essa situação ocorre no momento em que há apenas um navio humanitário, o Sea Watch 3, a patrulhar o Mediterrâneo, já que o navio da organização não-governamental Open Arms está bloqueado em Espanha pelas autoridades e o Sea Eye está em busca de um porto para a mudança de tripulação.
O Sea Watch resgatou 46 pessoas no sábado e ainda aguarda indicações para onde ir, já que não recebeu uma resposta de Itália ou Malta, que são os portos seguros mais próximos.