
Ludovic Marin/AFP
O fluxo migratório voltou a subir nos países do leste europeu depois dos ataques russos às infraestruturas energéticas ucranianas que deixaram o país sem luz e aquecimento.
Portugal recebe na próxima quinta-feira 170 refugiados ucranianos provenientes da Moldova. Este é o sexto voo humanitário organizado pela Associação Ukrainian Refugee UAPT. O avião chega a Figo Maduro no dia 22 de dezembro e a maioria dos passageiros são mulheres e crianças.
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"Tivemos há duas semanas quatro estados-membros [da União Europeia] a pedir ajuda ao Parlamento Europeu por causa do novo fluxo de refugiados. Hungria, República Checa, Polónia e Eslovénia. Quando começou a invasão russa, saíram da Ucrânia cerca de oito milhões e desses oito milhões ficaram divididos entre Alemanha e países mais próximos da fronteira com a Ucrânia. Com a destruição das infraestruturas energéticas, estimam-se agora mais sete milhões de refugiados", explica à TSF Angelo Neto, da Ukrainian Refugee UAPT.
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O responsável revela que parte dos cidadãos vítimas da agressão russa vão ser recebidos no centro de acolhimento da associação em Mafra e os restantes ficarão em casa de familiares que já vivem em Portugal.
No mesmo dia, o avião que vai fazer a ponte entre a Moldova e Portugal, irá regressar ao leste europeu com material humanitário, como aquecedores, cobertores e roupas térmicas, numa altura em que a Ucrânia enfrenta temperaturas negativas e tem praticamente todas as infraestruturas energéticas críticas afetadas pelos bombardeamentos russos.