Processo de alargamento da UE deve ser interrompido, defende Presidente da Parlamento Europeu
O presidente do Parlamento Europeu defendeu que o alargamento da UE deve ser interrompido, devido à situação criada com o “não” irlandês ao Tratado de Lisboa. Para o chefe da diplomacia alemã, a Irlanda deveria ser temporalmente excluída do processo de integração europeia.
O presidente do Parlamento Europeu defendeu que o processo de alargamento de União Europeia deve ser interrompido por um tempo indeterminado, tendo em conta a situação criada com a vitória do “não” no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa.
Em entrevista a um jornal alemão este sábado, Hans-Gert Poettering propôs ainda um novo debate na União Europeia, que deve incluir a ideia de uma Europa a duas velocidades.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha mostrou acreditar que a solução pode passar por excluir temporalmente a Irlanda do processo de integração europeia para que os outros países possam aprovar o Tratado de Lisboa.
«Temos de encontrar uma saída», apelou Frank Walter Steinmeier, apontando como hipótese ser a Irlanda a procurar o seu caminho durante um período determinado.
O Comissário Europeu responsável pela Empresas e Indústria considerou essa opção pouco viável, afirmando ser judicialmente difícil e politicamente quase impossível excluir a Irlanda do processo de integração.
«Não há alternativa para uma solução comum», adiantou o alemão Günther Verheugen.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, considerou que a exclusão da Irlanda não é solução e propôs que se prossiga a ratificação do Tratado de Lisboa, que já foi aprovado por 18 países.
Entretanto, o presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu que, apesar deste caso, os processos de ratificação devem continuar para que o incidente irlandês não se transforme numa crise.