
Créditos: Comando Europeu dos EUA/AFP
Especificamente, Londres indica ter utilizado o navio de reabastecimento RFA Tideforce para apoiar as forças norte-americanas que perseguiam o navio russo, enquanto a Força Aérea Real Britânica forneceu apoio de vigilância aérea
O ministro da Defesa britânico, John Healy, reivindicou esta quarta-feira que a apreensão pelos Estados Unidos do petroleiro russo Bella 1 com "apoio operacional do Reino Unido" respeitou o direito internacional.
"Um navio apátrida, pode ser legalmente intercetado e sujeito à legislação do Estado que o interceta. A ação coerciva dos EUA baseou-se em sanções contra o contrabando, com o objetivo de impedir o Irão de alimentar a instabilidade através dos lucros da venda ilegal de petróleo", afirmou, numa declaração no Parlamento britânico.
Healy referiu que o navio foi sancionado em 2024 pelos EUA e sujeito a um mandado de apreensão por transportar ilegalmente óleo de urânio, tendo mudado de bandeira cinco vezes nos últimos cinco anos.
O navio possui com um longo historial de atividades nefastas e ligações estreitas com o Irão e a Rússia, acrescentou.
"O Reino Unido, a pedido dos EUA, apoiou esta operação como parte dos esforços globais para reprimir a violação de sanções e atividades de transporte marítimo clandestino. O Bella 1 estava com bandeira falsa. Estava com bandeira falsa e sujeito às sanções dos EUA contra o Irão", vincou.
O governante explicou que Londres apoiou os EUA com três objetivos: aplicar sanções contra o contrabando; combater a ameaça à segurança global representada pela expansão das atividades marítimas obscuras; e reforçar a defesa e a segurança interna britânicas nesta era de ameaças crescentes.
O ministro falava no Parlamento britânico, depois de ter divulgado durante a tarde que prestou "apoio operacional" aos EUA para intercetar o petroleiro Bella 1, de bandeira russa, entretanto rebatizado como Marinera, em águas do oceano Atlântico.
"As Forças Armadas do Reino Unido prestaram apoio operacional planeado, incluindo a instalação de bases, aos elementos militares norte-americanos que intercetaram o Bella 1 na fronteira entre o Reino Unido, a Islândia e a Gronelândia, após um pedido de assistência dos EUA", avançou o Ministério da Defesa britânico num comunicado.
Especificamente, o Reino Unido indicou ter utilizado o navio de reabastecimento RFA Tideforce para apoiar as forças norte-americanas que perseguiam o navio russo, enquanto a Força Aérea Real Britânica (RAF) forneceu apoio de vigilância aérea.
O Marinera é o terceiro petroleiro ligado à Venezuela, integrado numa alegada "frota fantasma" que transporta crude ilícito, apreendido pelos EUA desde o reforço da pressão sobre o Governo venezuelano.
As autoridades dos Estados Unidos anunciaram a apreensão de dois petroleiros sancionados com ligações à Venezuela em operações consecutivas no Atlântico Norte e no mar das Caraíbas.
As forças norte-americanas também assumiram o controlo do petroleiro Sophia no mar das Caraíbas.
