
epa07240225 (FILE) - A convoy of US army troops (R) and the People's Protection Units (YPG) Kurdish militia (L) patrol near al-Ghanamya village, al-Darbasiyah town at the Syrian-Turkish border, Syria, 29 April 2017 (reissued 19 December 2018). US media reports on 19 December 2018 state USA may be in process of withdrawing all of its troops from Syria. An estimated 2,000 US troops, mainly located in Syria's north-east region, are in Syria with their primary task being the training of local units in their fight against the IS, the Islamic State militants. EPA/YOUSSEF RABIE YOUSSEF
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A administração norte-americana anunciou que irá manter 200 militares na Síria, contrariando uma decisão anunciada no final de dezembro de retirada de tropas no país.
"Um pequeno grupo de manutenção de paz, de 200 soldados, irá permanecer na Síria por um período de tempo", revelou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.
O anúncio é feito já depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter tido uma conversa telefónica com o homólogo turco, Recep Erdogan.
Em dezembro, Donald Trump anunciou a retirada dos cerca de dois mil militares norte-americanos destacados na Síria, que combatem ao lado da coligação árabe-curda, as Forças Democráticas Sírias (FDS), contra o grupo extremista Estado Islâmico.
O Presidente norte-americano, adversário de longa data da presença dos EUA num conflito que considera dispendioso, disse que as tropas norte-americanas já não eram necessárias por considerar que o Estado Islâmico foi "largamente derrotado".
A decisão foi criticada por numerosos especialistas, que frisam que o grupo extremista islâmico continua a controlar uma série de aldeias ao longo do rio Eufrates, no leste da Síria, onde resistem há semanas a ataques sucessivos das FDS.
Alemanha, França e Reino Unido, aliados dos Estados Unidos, já tinham manifestado a sua preocupação com o anúncio da retirada.