
Pedro Correia (arquivo)
A notícia é avançada pelo jornal espanhol El País, que cita o Ministério dos Transportes e o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil da Venezuela
A TAP e outras cinco companhias aéreas estão impedidas de operar na Venezuela, depois de o país ter revogado os seus direitos de tráfego. O Ministério dos Transportes e o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil acusa as empresas de "se juntarem às ações de terrorismo de Estado promovidas pela Administração dos Estados Unidos".
A medida estende-se à Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol. Todas elas tinham decidido suspender os voos para aquele país devido à crescente tensão entre Caracas e Washington.
A notícia é avançada pelo jornal espanhol El País, que cita o Ministério dos Transportes e o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil da Venezuela.
As companhias aéreas são acusadas de se "juntarem às ações do terrorismo de Estado promovidas pelos Estados Unidos, suspendendo unilateralmente as operações comerciais aéreas de e para a República Bolivariana da Venezuela".
A ordem de revogação foi publicada no Diário Oficial da República Bolivariana da Venezuela.
A TAP anunciou o cancelamento dos voos para a Venezuela, na sequência da informação das autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos sobre a situação de segurança no espaço aéreo do país, alertando a aviação civil para um "aumento da atividade militar" no âmbito do envio de forças norte-americanas para as Caraíbas
Numa nota enviada à agência Lusa, no sábado, a TAP explica que a decisão "decorre de informação emitida pelas autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos da América, que indica não estarem garantidas as condições de segurança no espaço aéreo venezuelano, nomeadamente na zona de informação de voo Maquetia".
Desde agosto, que Washington mantém uma importante presença militar na zona, com destaque para meia dúzia de navios de guerra, oficialmente para combater o tráfico de droga com destino aos Estados Unidos.
Nas últimas semanas, os Estados Unidos realizaram cerca de 20 ataques aéreos nas Caraíbas e no Pacífico contra embarcações que acusam - sem apresentar provas - de transportar droga, causando um total de 76 vítimas.
A Venezuela acusa Washington de usar o pretexto do narcotráfico "para impor uma mudança de regime" em Caracas e apoderar-se do seu petróleo.
