
Créditos: Samuel Corum/EPA (arquivo)
O Presidente norte-americano classificou a guerra no Irão como uma operação "bastante avançada em relação ao calendário"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na segunda-feira atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.
"Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu o Presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida.
"Se querem jogar este jogo (...) é melhor que não o joguem", acrescentou Trump.
O republicano insistiu a que a guerra no Irão "terminará em breve", classificando-a como uma operação "bastante avançada em relação ao calendário".
"Ela terminará em breve e, se recomeçar, eles serão atingidos com ainda mais força", destacou o Presidente norte-americano durante uma conferência de imprensa.
"Até à data, atingimos mais de cinco mil alvos, alguns muito importantes, e reservámos os alvos mais importantes para o caso de precisarmos deles mais tarde", insistiu ainda.
Donald Trump revelou na segunda-feira que está "em curso" uma investigação sobre o ataque a uma escola no Irão, no primeiro dia da guerra, que, segundo Teerão, matou mais de 150 pessoas, depois de alegar que as autoridades iranianas foram responsáveis pelo bombardeamento.
Questionado na conferência de imprensa sobre uma investigação do New York Times que apontava um míssil Tomahawk de fabrico norte-americano como o culpado pelo ataque à escola de Minab, o presidente dos EUA respondeu: "Não vi isso, e digo-vos, o Tomahawk - que é uma das armas mais poderosas em circulação - é vendido e utilizado por outros países, e seja o Irão - que também possui alguns Tomahawks, e gostaria de ter mais - (...) ou qualquer outro país, o facto é que o Tomahawk é um míssil genérico e vendido para outros países, mas está em curso uma investigação".
Pressionado alguns minutos depois com outra pergunta sobre o assunto, Donald Trump acrescentou: "Não sei o suficiente sobre isso".
Um novo vídeo divulgado online no domingo pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr e autenticado pelo The New York Times mostra um míssil de cruzeiro Tomahawk a embater numa base naval perto de uma escola na cidade de Minab, no dia 28 de fevereiro.
O The New York Times destacou que os militares norte-americanos são a única força envolvida no conflito a utilizar mísseis Tomahawk.
Já na sexta-feira, o jornal tinha sugerido, numa investigação, que o ataque à escola poderia ter feito parte de um ataque aéreo dos EUA contra uma base naval da Guarda Revolucionária nas proximidades.
Nem os Estados Unidos nem Israel admitiram ter levado a cabo tal ataque, e Donald Trump culpou o Irão no sábado.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
