
Créditos: Presidência ucraniana/AFP
"A guerra tem de acabar. Esperamos que termine. Há muita gente a morrer", sublinhou o líder norte-americano. Já Zelensky afirma que o encontro foi "produtivo e substancial"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu esta quinta-feira à Rússia para pôr fim à guerra com a Ucrânia, após uma reunião que classificou como boa com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Davos, na Suíça.
"A guerra deve acabar", declarou Trump aos jornalistas no Fórum Económico Mundial, quando questionado sobre a mensagem que pretendia transmitir ao Presidente russo, Vladimir Putin, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
A reunião entre Trump e Zelensky, realizada à margem do encontro na estância suíça, ocorre numa altura em que Washington procura reforçar o papel de mediador no conflito que afeta o leste da Europa.
Apesar da reunião positiva, Trump advertiu que falta percorrer "um longo caminho" até terminar a guerra na Ucrânia e evitou dar pormenores sobre a conversa, segundo relato da agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
"A guerra tem de acabar. Esperamos que termine. Há muita gente a morrer", afirmou aos jornalistas, reiterando que existe um desejo global para que chegue ao fim o conflito iniciado pela Rússia em fevereiro de 2022.
Zelensky descreveu o encontro como "produtivo e substancial", centrando-se no trabalho das equipas negociadoras.
"Há reuniões ou comunicações praticamente todos os dias. Os documentos estão agora ainda mais bem preparados", afirmou Zelensky, que aproveitou a ocasião para solicitar um reforço da defesa antiaérea da Ucrânia.
Zelensky agradeceu o envio do pacote anterior de mísseis de defesa aérea e pediu um lote adicional para proteger "vidas, a resiliência e os esforços diplomáticos conjuntos".
Enquanto decorria a reunião em Davos, o enviado especial de Trump para a Ucrânia, Steve Witkoff, preparava-se para se reunir esta quinta-feira em Moscovo com o Presidente russo, Vladimir Putin.
Witkoff afirmou recentemente que foram feitos "muitos progressos" e que as conversações foram "reduzidas a apenas um assunto", cujo teor não especificou.
As declarações de Witkoff contrastam com o tom mais cauteloso de Trump, que na quarta-feira chegou a afirmar perante o Fórum de Davos que o fim do conflito estaria "razoavelmente próximo".
A Rússia tem exigido a soberania sobre a Crimeia, que anexou em 2014, e sobre os territórios que declarou anexados em 2022, mesmo sem os controlar integralmente, o que é recusado pela Ucrânia e aliados.
Além da destruição de uma parte significativa das infraestruturas da Ucrânia, incluindo as de energia para usar o inverno como arma de guerra, o conflito causou um número por quantificar de mortos e feridos dos dois lados.
A guerra da Ucrânia tem sido considerada como o conflito do género mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
