Banco central russo instrui bancos a não divulgarem publicamente os seus balanços

O Banco central justifica a decisão com o facto de "limitar os riscos para as organizações de crédito na sequência das sanções dos países ocidentais".

O banco central russo instruiu este domingo os bancos a deixarem de publicar os seus balanços financeiros devido às sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia, que ameaçam dizimar o setor bancário e as poupanças da população.

Alguns dos maiores bancos da Rússia foram excluídos do sistema interbancário internacional Swift, limitando as suas capacidades de transações no exterior. A moeda russa entrou em colapso e foram impostas restrições à compra de divisas para tentar sustentar o rublo.

"O Banco da Rússia tomou a decisão de limitar temporariamente a publicação de balanços pelas organizações de crédito nos seus 'sites' e no do Banco da Rússia", disse o banco central.

"Trata-se de limitar os riscos para as organizações de crédito na sequência das sanções dos países ocidentais", acrescentou.

Estas instituições continuarão a ter de apresentar ao banco central os seus balanços, mas estes deixarão de ser divulgados publicamente.

As autoridades russas estão a intensificar as medidas para tentar conter a fuga de capitais e evitar um clima de pânico que poderia apoderar-se da população se os bancos viessem a ficar sem liquidez.

As filas registadas no início desta semana nos bancos e nos caixas automáticos indicam, contudo, que os russos têm vindo a resgatar em massa as suas economias das contas bancárias, num país habituado a crises económicas e financeiras.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar à Ucrânia e as autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças. Segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 1,2 milhões de refugiados.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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