Bolsonaro continua a ignorar recomendações da OMS e participa em manifestação

Além de se aglomerarem, os manifestantes pediram uma intervenção militar.

Jair Bolsonaro discursou neste domingo para dezenas de manifestantes que se aglomeraram à porta de um quartel-general do exército, em Brasília.

Além de se aglomerarem - contrariando as recomendações da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde do Brasil e da maioria dos governos estaduais do país - os manifestantes pediram, entre outras coisas, uma intervenção militar - o que é proibido por lei.

Num palanque improvisado, Bolsonaro disse então que "eu estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil".

Não foi a primeira mas foi a maior aglomeração das muitas que o presidente brasileiro gerou desde o início da pandemia.

A manifestação tinha uma agenda difusa. Por um lado, protestar contra a ação do Congresso Nacional, o poder legislativo, e do Supremo Tribunal Federal, o poder judicial, daí se falar em intervenção militar e pedir a reedição do ato institucional que em 1968, durante a ditadura militar, decretou a perda de mandato de todos os deputados bem como a institucionalização da tortura e da censura.

Por outro, exigir o fim do isolamento social e a consequente reabertura do comércio e a volta às aulas.

Outras manifestações, aliás, decorreram no país com essa pauta: em São Paulo, foi pedido o impeachment do governador local, João Doria, por este se opor a Bolsonaro e manter o isolamento social, reivindicações semelhantes às ocorridas em Manaus ou Salvador.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro trava braço-de-ferro, não só com os outros poderes federais e com os governadores estaduais, mas também com o seu ministro da saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta, que acabou demitido.

Para Bolsonaro, o coronavírus é uma gripezinha e o uso de cloroquina a solução para a doença.

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