Bruxelas vai financiar com 72 ME para novos meios de diagnóstico

Os projetos foram selecionados no âmbito da Iniciativa sobre Medicamentos Inovadores. São oito os projetos selecionados

A Comissão Europeia comprometeu-se a financiar em 72 milhões de euros, com verbas do programa Horizonte 2020, oito projetos de investigação para o desenvolvimento de meios de diagnóstico e de tratamento para a covid-19.

Os projetos foram selecionados no âmbito da Iniciativa sobre Medicamentos Inovadores (IMI), uma parceria público-privada que deverá captar 45 milhões de euros na indústria farmacêutica, parceiros associados à IMI e por outras organizações envolvidas nos projetos, o que eleva o investimento total a 117 milhões de euros.

Segundo um comunicado, dos oito projetos financiados pela IMI, nenhum envolvendo parceiros em Portugal, cinco centram-se no diagnóstico e três no tratamento.

Os que irão trabalhar em ferramentas de diagnóstico procurarão desenvolver dispositivos que possam ser utilizados em qualquer lugar, como nos consultórios ou no próprio domicílio do doente, e produzir resultados rápidos, em 14 a 40 minutos.

Os outros projetos, que se centram no desenvolvimento de tratamentos, estarão direcionados para a atual pandemia de covid-19, ao mesmo tempo que dão passos fundamentais de preparação para surtos futuros.

No total, estes projetos abrangem 94 organizações, como universidades, organizações de investigação, empresas e organismos públicos.

Bruxelas assinala a participação de pequenas e médias empresas, que representam mais de 20% dos participantes e receberão 17% do orçamento.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) alertou hoje que não haverá vacina ou tratamentos para a covid-19 nos próximos meses, sendo "muito provável" que só cheguem em 2021, aconselhando a "cautela" no levantamento das medidas de confinamento e distanciamento físico.

"Muitos especialistas [estão empenhados] e muito dinheiro está a ser aplicado na descoberta de vacinas e de tratamentos e, apesar de haver algumas opiniões mais otimistas, isso não acontecerá tão depressa", disse em entrevista à agência Lusa o especialista principal do ECDC para resposta e operações de emergência, Sergio Brusin.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 283 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Quase 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

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