Calor e seca provocam 80 incêndios na costa oeste dos Estados Unidos

São tantos os incêndios ativos que começa a faltar combustível para os aviões e helicópteros que ajudam a combater as chamas.

O incêndio de maiores dimensões começou no dia 6 de julho, no estado Oregon, e já destruiu uma área que equivale a três mil vezes o tamanho do Vaticano. É um dos maiores incêndios alguma vez visto no estado que fica na zona norte da costa ocidental do país. Mais de 2 mil bombeiros estão a combater as chamas.

Esta terça-feira há a informação de que pelo menos 160 casas e edifícios foram destruídos e cerca de 2 mil residentes foram obrigados a abandonar as casas onde vivem.

Um dos comandantes dos bombeiros que estão na zona descreveu a intensidade das chamas como algo comparável a um furacão que chegou a arrancar árvores do chão.

Em declarações aos jornalistas, John Flanningan acrescentou que este incêndio é tão grande que está a criar o próprio clima, ou seja as chamas movem-se com tanta energia que podem criar nuvens de fogo. Essas nuvens são extraordinariamente quentes e grandes e chegam a originar furacões e relâmpagos.

As temperaturas bastante acima do habitual nesta altura do ano e a seca estão a dificultar o trabalho dos bombeiros por todo o país. Segundo alguns órgãos de informação há locais onde já faltam combustíveis para abastecer os aviões e helicópteros envolvidos no combate às chamas.

No estado da Califórnia há nesta altura vários incêndios ativos, só aí a área ardida nos primeiros seis meses do ano é cinco vezes maior do no mesmo período de 2020.

Os cientistas dizem que as alterações climáticas tornaram o oeste dos Estados Unidos muito mais quente e seco nos últimos 30 anos. O aquecimento não vai abrandar, o que vai criar incêndios florestais mais frequentes e destrutivos.

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