Um terço da população mundial é perseguida pela sua religião

Dos 196 países do mundo analisados, em 62 é violada a liberdade religiosa.

Cinco mil e duzentos milhões de pessoas (67% da população mundial) vivem em países onde se verificam graves violações à liberdade religiosa, sendo os cristãos o grupo mais perseguido do mundo. Dos 196 países analisados essa situação surge em 62 , entre eles a China, o Paquistão, a Índia, o Bangladesh e a Nigéria.

"Aqui vivem mais de 2/3 da população, o que é dramático e mostra que a liberdade religiosa não é garantida", refere a presidente da Fundação AIS - Ajuda à Igreja que Sofre, que elaborou o relatório agora divulgado.

Catarina Bettencourt considera que desde 2018, a data do último relatório, a situação piorou em muitos países. Nomeadamente no continente africano onde se verificou um alastrar das redes jihadistas. Dos 54 Países africanos, há violações à liberdade religiosa em 23 (42%) e em 12 desses territórios a perseguição às minorias é extrema.

Os ataques à liberdade religiosa verificam-se sobretudo em países com governos autoritários (43 países - 2932 milhões de habitantes), em locais onde há um extremismo islamita (26 países - 1252 milhões) ou existem nacionalismos étnico religiosos (4 países - 1642 milhões de habitantes).

O relatório, publicado de dois em dois anos, revela que durante a pandemia a situação agudizou-se. Registou-se a estigmatização religiosa de minorias que foram consideradas as causadoras da pandemia e até a recusa humanitária a essas populações, como a ajuda alimentar ou médica.

O relatório que analisa a liberdade religiosa assinala ainda que em 30 países cometeram-se assassínios em nome da fé e em 42 países mudar ou abandonar a religião traz graves consequências legais ou sociais.

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