Comprimido suicida gratuito para maiores de 70 anos abre debate na Holanda

País tem 20 casos de eutanásia todos os dias.

O comprimido Drion tem o nome do dono da ideia. Huib Drion foi juiz do Supremo Tribunal da Holanda e teve a ideia há 40 anos: o Estado devia colocar à disposição de todos os cidadãos com 70 anos uma pílula venenosa para usarem quando acharem que chegou o momento de morrer.

"Muitas pessoas encontrariam uma grande tranquilidade se pudessem ter um meio para por fim às suas vidas de uma maneira aceitável num momento em que para eles seja o mais adequado", pode ler-se no livro do juiz.

Drion morreu em casa, aos 86 anos, de causas naturais. O governo começou por publicar um estudo em que a pílula do dia seguinte se destinava a 0,18% da população - umas 10 mil pessoas - aqueles que, com 70 anos, desejam morrer de forma consciente e ativa.

Ainda assim, o ministro da Saúde dos Países Baixos, um democrata-cristão, veio dizer que se devia procurar devolver a estas pessoas o prazer pela vida. Num país que consagrou a morte assistida - há uma média de 20 casos por dia -, esta pílula do suícidio gerou de imediato debate.

Para já, uma coisa é certa: o projeto-lei vai ser levado ao Parlamento.

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