Coronavírus está a mudar. Estirpe de Itália é diferente da que apareceu na China

Explicação para a maior taxa de mortalidade que a doença está a causar em Itália pode estar no tipo de população atingida.

Há pequenas mutações, mas ainda não é claro se o vírus está mais agressivo. A explicação para a maior taxa de mortalidade que a doença está a causar em Itália pode estar no tipo de população atingida.

"É preciso esperar e estudar mais", o conselho do pneumologista Filipe Froes perante os dados preliminares avançados pela OMS, Organização Mundial, de Saúde.

"O novo coronavírus que apareceu em Itália não é exatamente igual ao que surgiu na China", falta no entanto saber que impacto tem essa diferença no estado de saúde das pessoas infetadas. A doença cresceu a partir de grupos populacionais com características muito diferentes.

Para esclarecer se a diferença está nas mutações do novo coronavírus ou no tipo de população infetada seria preciso fazer uma experiência impossível: usar a estirpe de Itália na população da província chinesa de Hubei.

A alternativa é continuar a reunir informação, mas Filipe Froes considera pouco provável que o vírus esteja a sofrer mutações que o tornam mais perigoso e letal, o argumento é que isso "seria uma espécie de suicídio".

São as primeiras conclusões a partir da sequenciação genética do novo coronavírus que apareceu na China e que o país partilhou com os cientistas de todo o mundo.

Em Portugal cabe ao INSA, o Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge, estudar ao vírus em circulação no nosso país.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de