Bruxelas acredita que consegue vacina contra novo coronavírus antes do outono

A Europa é agora o epicentro da pandemia.

Von der Leyen manifesta-se convicta que em poucos meses haverá "uma vacina no mercado", contra o coronavírus.

A presidente da Comissão Europeia veio hoje reconhecer que a Europa está muito limitada na capacidade de resposta ao coronavírus, tendo em conta a falta de equipamentos essenciais para a protecção de todos, e especialmente médicos e enfermeiros.

"Por toda a Europa há uma enorme falta de máscaras, fatos de protecção e outros equipamentos para nos protegermos do vírus", reconheceu a alemã que dirige o executivo comunitário, reconhecendo que "precisamos em particular de cuidar dos nossos trabalhadores sanitários, médicos e enfermeiras, mas também polícia e guardas de fronteira".

Ursula von der Leyen que vai hoje conversar com os 27 dirigentes da União Europeia disse que vai já entregar 80 milhões de euros a um laboratório alemão, e está convencida que lá para o outono já tem uma vacina no mercado.

"Falei com os dirigentes de uma empresa europeia de investigação inovadora. Eles estão a trabalhar em tecnologia promissora, para desenvolverem uma vacina contra o coronavírus. Fornecemos-lhes 80 milhões de euros, e espero que possamos ter uma vacina no mercado, talvez antes do outono", acredita Von der Leyen.

Na vertente do repatriamento de europeus, agora que há restrições à circulação nas fronteiras, Von der Leyen disse que Bruxelas está a coordenar as medidas para trazer os europeus, de volta ao continente que é agora o foco da pandemia, de acordo com a caracterização da Organização Mundial de Saúde.

"Estou muito feliz, por esta manhã termos sido capazes de repatriar 290 europeus, que estavam abandonados em Marrocos. O avião que os trouxe aterrou em Viena, com cidadãos austríacos e outros europeus. E, esta manhã a Áustria remeteu um segundo pedido para um voo de repatriamento de europeus, desde Marrocos, que nós também vamos apoiar", disse a presidente.

Entretanto, a Comissão Europeia lançou hoje um painel consultivo liderado por Ursula von der Leyen e composto por especialistas, como epidemiologistas e virologistas de vários Estados-membros da UE, que vão a partir de agora dar orientações para uma resposta coordenada para combater a pandemia.

Os especialistas são oriundos da Alemanha, França, Dinamarca, Holanda, Bélgica e Itália. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, a Agência Europeia dos Medicamentos e o Centro de Coordenação de Respostas de Emergência terão estatuto de observadores no grupo.

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