Cruz Vermelha Internacional ainda não visitou presos do antigo batalhão Azov

A organização internacional diz que, há mais de um mês, tenta visitar os prisioneiros ucranianos em Olenivka, mas os russos ainda não deram autorização.

Ninguém sabe como estão os prisioneiros de guerra ucranianos depois do incidente que causou a morte a mais de 50.

No dia 29 de julho, os prisioneiros, a maioria elementos do antigo batalhão Azov, morreram queimados na prisão que fica na região de Donetsk, ocupada pelos russos. De imediato, os dirigentes da autoproclamada República independente de Donetsk e os russos impediram todos os investigadores independentes de terem acesso ao local.

Moscovo e Kiev trocaram acusações sobre a responsabilidade do ataque, que pode ser considerado um crime de guerra. Os russos acusaram os ucranianos de terem atingido com um míssil, fornecido pelos americanos, o barracão para onde os prisioneiros tinham sido transferidos uns dias antes. O objetivo dos ucranianos seria impedir que esses prisioneiros revelassem alegados crimes levados a cabo pelos homens do antigo batalhão.

A Ucrânia desmentiu qualquer responsabilidade, chamando a atenção para o facto de no local não haver destruição equiparável à que é causada por um míssil, para o facto de não haver um único russo entre as vítimas e de os prisioneiros terem sido mudados exatamente para o local atingido, o que para eles mostra que os russos prepararam o ataque.

Desde esse dia que a Cruz vermelha internacional tem estado a negociar uma visita à prisão de Olenivka e, esta quinta-feira, revelou que os russos e independentistas não deram garantias de segurança.

Quando os militares do antigo batalhão Azov, que estavam na fábrica de Azovstal, em Mariupol, aceitaram render-se, a Cruz Vermelha Internacional registou 1800 soldados com a expectativa de os poder visitar, como determina a convenção de Genebra, mas até agora isso não foi possível.

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