Dinamarca acusa três pessoas de planear ataques terroristas

Os suspeitos adquiriram "armas e materiais para produzir bombas", indicaram as autoridades.

A Dinamarca indiciou três pessoas por planearem ataques terroristas ao adquirirem armas e materiais para produzir bombas "a serem usadas num atentado terrorista em lugar desconhecido na Dinamarca ou no estrangeiro", indicou esta segunda-feira o ministério público dinamarquês.

Os suspeitos, dois homens e uma mulher na faixa etária dos 30 anos que não foram identificados, como é prática no país, foram detidos em fevereiro de 2021 e estão desde então em prisão preventiva.

"É nossa opinião que os planos [para perpetrar atentados] falharam porque [os suspeitos] foram detidos pela polícia", declarou a procuradora do ministério público de Copenhaga Lise-Lotte Nilas, num comunicado.

Além de serem acusados de terrorismo na forma tentada, também foram indiciados por financiamento de atividades terroristas, por terem transferido dinheiro para uma pessoa ligada ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).

Se forem condenados, poderão enfrentar prisão perpétua -- que, na Dinamarca, geralmente significa 16 anos de prisão.

O canal televisivo dinamarquês TV2 noticiou que os dois homens são sírios e que um deles é casado com a mulher detida, de origem iraquiana.

A mulher tem dupla nacionalidade, e a acusação tentará que lhe seja retirada a cidadania dinamarquesa e que ela seja definitivamente expulsa da Dinamarca e também que os dois homens sejam deportados.

O julgamento dos três acusados começará a 22 de agosto em Holbaek, cerca de 50 quilómetros a oeste de Copenhaga.

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