Estados Unidos assinalam 44 refugiados afegãos como ameaça à segurança

Desde o dia 17 de agosto, quando os taliban assumiram o poder, os Estados Unidos receberam milhares de refugiados. Quarenta e quatro podem ser uma ameaça e alguns já não estão no país.

Nas ultimas semanas o Departamento de Segurança Interna tem estado a analisar o percurso de cada um dos afegãos que chegou aos Estados Unidos. Também o serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras analisou todos os dispositivos eletrónicos que tinham quando chegaram ao aeroporto internacional de Dulles, na Virgínia, e ao aeroporto internacional de Filadélfia. Os dois pontos de entrada no país.

O jornal Washington Post teve acesso aos resultados do processo de avaliação. Alguns dos afegãos ficaram sob suspeita por causa de alegadas ligações a terroristas, outros tinham nos telefones mensagens consideradas preocupantes.

Entre estes 44 refugidos, alguns ainda estão sob custódia do serviço de alfândega e Proteção de Fronteiras para serem interrogados pelo FBI e por equipas de contraterrorismo. Se as suspeitas não se confirmarem, tanto eles como as famílias recebem autorização de residência nos Estados Unidos. Há outros refugiados que foram entregues ao departamento de imigração, que os reenviou para os locais de trânsito na Europa e no Médio Oriente. Os Estados Unidos não querem que eles regressem ao Afeganistão, mas não se sabe que países os poderão aceitar.

O departamento de Segurança interna, que não revelou o número de refugiados que podem ser uma ameaça deu, entretanto, conta do caso de dois homens. Chegaram nos voos de Cabul, mas foram identificados como afegãos que cumpriram pena em cadeias norte-americanas e depois receberam ordem de expulsão. Agora, aproveitaram a confusão para tentar regressar e os dois estão de novo detidos.

Há ainda um terceiro refugiado preso porque roubou um carro que estava junto a uma base militar transformada num centro de acolhimento. O processo de deportação já foi iniciado.

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