Explosão solar atinge a Terra com tempestade geomagnética

A explosão foi registada no sábado no lado do sol mais diretamente voltado para a Terra.

Uma explosão solar registada no passado sábado deve provocar uma tempestade geomagnética nos locais mais a norte do planeta Terra. O alerta foi dado pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

A tempestade pode causar interrupções ou flutuações no fornecimento de energia, desorientação nos satélites, problemas nas comunicações e afetar a migração de animais.

Outro dos efeitos é o facto de a aurora boreal poder ser visível tão a sul como a cidade de Nova Iorque. Na Europa a luminosidade deve chegar à Escócia e Irlanda do Norte não sendo visível por causa das nuvens.

É comum que partículas magnetizadas do sol atinjam a terra. O fenómeno, vento solar, é geralmente inofensivo porque o campo magnético em redor do planeta é forte o suficiente para bloquear qualquer efeito nocivo e redirecionar as partículas para os polos, onde se formam as auroras. O sol, no entanto, também pode causar tempestades magnéticas mais intensas que o campo magnético não consegue conter e, por isso, causar maiores danos.

Um especialista em cibersegurança, Chris Vickery, escreveu no Twitter que os efeitos, desta vez, devem ser pequenos já que a explosão foi classificada como tendo uma intensidade moderada. A escala que mede a intensidade das explosões solares tem 5 níveis, de G1 a G5. O fenómeno de sábado foi classificado como G2.

À TSF, o astrofísico João Lima, investigador na Universidade do Porto, explica que a tempestade pode causar interrupções de energia e nas comunicações.

"Pode dar-se origem a uma tempestade mais ou menos intensa. Isso significa que vão ser induzidas correntes elétricas, na atmosfera e na superfície da Terra, que podem dificultar, por exemplo, comunicações entre aviões e torres de controlo", disse

João Lima, que é também professor no Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto explica, que esta explosão tem uma intensidade média e não se esperam efeitos nocivos à face da terra. No entanto, fenómenos como este já causaram problemas no passado.

"Há 100 anos, houve uma disrupção das telecomunicações. Houve também, na década de 1970, a chegada de um evento mais ou menos violento que causou distúrbios significativos nos aviões que estavam a circular, inclusive um gerador no Quebec, que deixou milhares de pessoas sem eletricidade durante dias", lembrou.

A atividade solar tem aumentado e diminuído a cada década e os astrónomos acreditam que estamos nos primeiros anos de um novo período de agitação.

A maior tempestade geomagnética atingiu a Terra em 1859. A aurora boreal foi visível no céu mesmo em latitudes muito próximas do Equador e houve falhas no sistema de telégrafos da Europa e do norte da América.

Notícia atualizada às 22h25

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