G7 diz que exercícios militares "agressivos" da China não têm "justificação"

Autoridades taiwanesas denunciaram a entrada de 27 aviões militares chineses no espaço de defesa aérea de Taiwan.

O grupo G7 condenou, esta quarta-feira, os exercícios militares anunciados pela China no Estreito de Taiwan, na sequência da visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.

"Não há justificação para usar uma visita como pretexto para atividade militar agressiva no Estreito de Taiwan e a resposta escalada de China corre o risco de aumentar as tensões e destabilizar a região", afirmaram os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 nesta declaração.

As autoridades taiwanesas denunciaram a entrada, esta quarta-feira, de 27 aviões militares chineses no espaço de defesa aérea de Taiwan, após a visita à ilha pela líder do Congresso norte-americano.

"[Os 27 aviões da Força Aérea da China] entraram, hoje, 03 de agosto de 2022, na zona circundante [Zona de Identificação de Defesa Aérea, mais vasta do que o espaço aéreo]", escreveu na rede social Twitter o Ministério da Defesa de Taiwan.

Terça-feira à noite (hora local), após Pelosi aterrar em Taipé, de onde partiu esta quarta-feira ao fim da tarde, Pequim condenou a visita e anunciou que vai realizar, entre quinta-feira e domingo, exercícios navais militares em redor da ilha, que a China reivindica como parte integrante do país.

Os Estados Unidos já disseram estarem "preparados" para uma resposta da China. O Governo do Partido Comunista Chinês reclama a soberania sobre a ilha desde que os nacionalistas do Kuomintang liderados por Chiang Kai-shek foram derrotados pelas forças comunistas chefiadas por Mao Tsé-Tung durante a guerra civil na segunda metade da década de 1940.

Os nacionalistas refugiaram-se na ilha do Estreito da Formosa e estabeleceram em Taiwan, em 1949, a República da China (ROC - sigla oficial) - fundada em 1912 por Sun Yat-sen, em Nanquim.

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