Imagens mostram milhares de russos a sair do país para fugir a mobilização

O Presidente do Cazaquistão já se manifestou disponível para proteger os cidadãos russos que estão a sair do país na sequência da mobilização decretada por Putin.

Imagens divulgadas pela empresa de satélites norte-americana Maxar Technologies mostram longas filas de carros a sair da Rússia nas fronteiras com a Geórgia, o Azerbaijão e o Cazaquistão.

Tudo indica que se tratam de cidadãos russos a tentar sair do país em direção a países vizinhos na sequência da mobilização parcial decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

As imagens terão sido captadas no dia 25 de setembro no posto de controlo de Lars, na fronteira com a Geórgia, mas governo russo questiona a sua veracidade, alegando que se trata de propaganda ocidental.

O Presidente do Cazaquistão, país aliado da Rússia mas que tenta manter uma postura neutra face ao conflito na Ucrânia, já se manifestou disponível para proteger os cidadãos russos que estão a fugir para território cazaque.

"Nos últimos dias, muitas pessoas vêm da Rússia para aqui. A maior parte é obrigada a sair" do país vizinho, disse Kassym-Jomart Tokaiev. "Temos de nos preocupar com eles e assegurar-lhe segurança."

O Ministério do Interior do Cazaquistão, uma antiga república soviética na Ásia Central, disse que 98.000 russos chegaram ao país desde 21 de setembro.

Também Ministério do Interior da Geórgia disse que as chegadas de russos quase duplicaram para cerca de 10.000 por dia depois Vladimir Putin, ter anunciado a mobilização.

No domingo, chegaram à Geórgia 11.200 russos e cerca de 10.000 na segunda-feira, em comparação com 5.000 a 6.000 na semana anterior, disse o ministério georgiano, citado pela agência francesa AFP.

Na fronteira com a Geórgia, as autoridades da região russa da Ossétia do Norte admitiram uma "situação tensa" no posto de controlo de Verkhni Lars.

O Ministério do Interior local anunciou a criação, em breve, de um "centro de mobilização militar" na zona fronteiriça para recrutar reservistas que tentem partir.

O Kremlin assegura que as fronteiras permanecem abertas, respondendo a notícias de que poderia ser decretada a lei marcial em algumas regiões e encerradas fronteiras dessas zonas para evitar a fuga de reservistas convocados para a guerra.

"Não foram tomadas quaisquer decisões sobre este assunto até agora", disse o porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov, citado pela agência oficial TASS.

O jornal Novaya Gazeta, que cita fontes do Serviço Federal de Segurança, noticiou que cerca de 261.000 russos terão já atravessado a fronteira entre quarta-feira, dia do anúncio de Putin, e o último sábado.

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