Aumenta a tensão no Golfo. EUA retiram pessoal não essencial do Iraque

Horas depois de os Estados Unidos mandarem retirar pessoal não essencial do Iraque, a Alemanha também anunciou que vai suspender o treino dado a soldados iraquianos. O mundo está a assistir a uma escalada de tensão inegável entre os EUA e o Irão.

Trata-se de uma medida preventiva e ninguém assume que haja uma ameaça concreta, mas o anúncio do Governo alemão aconteceu minutos depois de o Departamento de Estado norte-americano ter ordenado a todos os funcionários não-essenciais da sua administração para abandonarem o Iraque, com caráter urgente e imediato - se preciso, em voos comerciais.

As tensões na região aumentaram depois de, na semana passada, o Irão ter anunciado que retomaria o seu programa nuclear, com os EUA a responderem com o reforço da sua presença militar no Golfo, alegando "ameaças credíveis".

Esta quarta-feira, o porta-voz do Ministério da Defesa alemão, Jens Flosdorff, declarou que o seu país acompanha o comportamento dos aliados, explicando que não existe "uma ameaça concreta" e que a decisão de suspender o treino de soldados iraquianos é uma medida preventiva.

A Alemanha tem atualmente cerca de 160 soldados destacados no Iraque, como parte do contingente internacional de luta contra o Estado Islâmico.

Meia centena desses soldados estão estacionados numa base a norte de Bagdad, onde as forças iraquianas estão a receber treino.

Flosdorff disse que o treino poderá, em princípio, ser retomado dentro de poucos dias.

A situação iraniana foi discutida entre o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o Presidente russo, Vladimir Putin, esta terça-feira, na estância balnear de Sochi, no sul da Rússia.

Pompeo não ofereceu qualquer garantia a Putin, nem aliviou as preocupações de Moscovo sobre a situação de crise.

Horas depois dessa reunião, Dmitri Peskov, porta-voz do Presidente russo, disse que Putin continua "muito preocupado" com a escalada de tensões entre os EUA e o Irão.

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