Portugal, Costa e Centeno dominaram o debate dos candidatos a Bruxelas

O momento mais quente da noite em que os seis candidatos debateram ideias, na corrida à Comissão Europeia foi marcado pelas políticas do governo português.

O debate estava morno e não havia sinais de poder vir a aquecer, mas o candidato do Partido Popular Europeu resolveu questionar a capacidade dos Socialistas para criarem empregos dignos, dando o exemplo de Portugal.

"Estive em Portugal, no Porto [e] encontrei-me com jovens estudantes. Eles não começaram por me falar de salários mínimos, que é uma das propostas socialistas. Eles estavam a pedir empregos. Bons empregos, com bons salários, para iniciarem as suas próprias famílias", disse Weber, que não ficou sem troco, pois o candidato apoiado pelo Partido Socialista, Frans Timmermans apontou que os jovens portugueses sabem que Weber é defensor da austeridade.

"Quando eu estive em Portugal, o que os jovens me relembraram foi que, quando António Costa apresentou planos para criar mais justiça social, mais empregos, e mais crescimento económico, a Comissão Europeia disse-lhe: vai em frente. Já Manfred Weber disse: 'Não! Castiguem Portugal, castiguem Portugal'", criticou Timmermans. E, Weber não rejeitou as afirmações.

"Todos concordamos que solidariedade é uma questão chave para a Europa, mas a responsabilidade o é". Porém, para se defender, disse que também tem havido socialistas adeptos da responsabilidade, que é nada mais do que um eufemismo de austeridade.

"Nos últimos cinco anos tem sido Moscovici, um socialista, o programador da questão do Euro. Foi Dijsselbloem, - antigo colega de Frans Timmermans, no governo holandês -, quem dirigia o Eurogrupo e adotou as decisões necessárias sobre reformas [estruturais]. E, hoje é o ministro das Finanças de Portugal, um socialista, quem dirige este grupo do Ecofin, - o corpo responsável do Eurogrupo - que está a adoptar as medidas necessárias. Todos devem de assumir responsabilidades", defende Manfred Weber, o qual ironizou ainda, dizendo que "os socialistas não devem atacar as suas próprias políticas".

Já Frans Timmermans ripostou, dizendo que Weber é crítico de políticas que estão a dar resultados em Portugal, pois quando "Pierre Moscovici olhou para os planos e disse ok. [E], Jean-Claude Juncker olhou para os planos e disse, 'Ok, isto deve funcionar'. Manfred Weber disse 'não' ".

"E o que aconteceu? Funcionou. A Justiça social é maior em Portugal. A Justiça social é maior em Portugal. Os empregos aumentaram enormemente em Portugal porque eles acabaram com a austeridade. É isso que mais governos deviam fazer", considerou o socialista e atual vice-presidente da Comissão Europeia, o qual piscou o olho à esquerda apelando à formação de um género de geringonça europeia.

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