Vespas, alergias e uma faísca. Daí nasceu um incêndio que devastou a Califórnia

Um ano depois, estão concluídas as investigações para apurar as causas de um incêndio no estado da Califórnia que destruiu milhares de hectares de floresta e matou seis pessoas.

Começa assim a história do maior incêndio da Califórnia em 2018: um agricultor de Potter Valley, a 3 horas de São Francisco, descobriu nas suas terras um ninho de vespas. Alérgico ao veneno dos insetos, decidiu tapar o ninho com um martelo e um ferro.

Martelou até causar faíscas. Foi quanto bastou. Começou aqui, nestas faíscas, o incêndio que o tempo quente e seco e o vento forte transformaram no maior incêndio do estado da Califórnia.

Glenn Kile, o agricultor, ainda tentou apagar as chamas com um tapete que acabou por incendiar-se. Tentou usar água através de uma mangueira, mas a mangueira derreteu. Restou-lhe correr pela colina abaixo para chamar os bombeiros.

Apesar do esforço de milhares de bombeiros, o fogo lavrou durante um mês e engoliu 166 mil hectares de floresta e 150 casas. Matou seis pessoas e vários animais selvagens.

Ao agricultor nunca foi imputada qualquer responsabilidade pelos incêndios - as autoridades admitem que foi um acidente.

O jornal The New YorkTimes encontrou Kile, que diz estar a pensar seriamente em mudar-se para a costa , pelo menos quando o tempo está mais quente e seco. É que, de cada vez que liga o rádio "há sempre outro incêndio".

A história de Kile mostra que em algumas partes do mundo - seja na Califórnia ou no centro de Portugal - estando reunidos os ingredientes para um grande incêndio, não é preciso muito para o despertar.

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