Kiev anuncia afundamento de anfíbio russo na costa de Odessa e derrube de míssil no leste

Autoridades da região de Odessa referem que junto com o navio russo, as forças ucranianas conseguiram derrubar um 'drone' de reconhecimento russo na mesma área do mar Negro.

As autoridades ucranianas anunciaram este sábado que afundaram um navio anfíbio russo na costa de Odessa, no sul, bem como o abate de um míssil inimigo na região de Poltava, no leste do país.

Junto com o navio russo, as forças ucranianas conseguiram derrubar um 'drone' [aparelho aéreo não tripulado] de reconhecimento russo na mesma área do mar Negro, relataram fontes das autoridades da região de Odessa.

A defesa antiaérea ucraniana também conseguiu derrubar um míssil em Poltava, onde no mês passado os ataques russos destruíram uma refinaria na mesma região, recorda o portal eletrónico de notícias Ukrinform.

O Estado-Maior ucraniano relatou esta manhã intensos combates em diferentes partes de Donbass, embora, segundo essa fonte, tenham sido repelidos oito ataques a Donetsk e Lugansk, as duas regiões separatistas do leste do país.

Kiev também anunciou que o cerco russo continua na siderúrgica Azovstal, onde as tropas ucranianas de Mariupol estão a resistir e onde a Rússia deveria querer organizar um desfile em 09 de maio, Dia da Vitória sobre a Alemanha nazi.

De Mariupol, foram retirados sexta-feira mais 50 civis.

Dois dias antes, fontes ucranianas garantiram que as primeiras tropas russas já haviam entrado no complexo industrial, onde várias centenas de civis e um número indeterminado de soldados ucranianos supostamente ainda estão refugiados e resistem.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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