Ministro ucraniano da Defesa vai participar em reunião de homólogos da NATO

Jens Stoltenberg assinalou em conferência de imprensa que a aliança reforçou a presença no leste da Europa e há "centenas de milhares de militares em alerta".

O ministro ucraniano da Defesa, Oleksii Reznikov, participa na quarta-feira na reunião dos seus homólogos da NATO, bem como representantes da Geórgia, Finlândia, Suécia e União Europeia (UE), anunciou esta terça-feira o secretário-geral da organização, Jens Soltenberg.

"Amanhã [quarta-feira] o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, junta-se a nós, tal como os nosso mais antigos parceiros da Geórgia, Finlândia, Suécia e UE", anunciou Stoltenberg, em conferência de imprensa.

A agenda da reunião dos aliados, em que Reznikov participa remotamente, centra-se na invasão da Ucrânia pela Rússia, nomeadamente as recentes alegações de Moscovo sobre a existência de armas química na Ucrânia.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa) salientou ainda que foi reforçada a presença da aliança no leste da Europa.

"Há agora centenas de milhares de militares em alerta", disse, "apoiados por meios aéreos e navais".

"Estamos a aumentar a vigilância do nosso espaço aéreo, incluindo com a instalação de novos mísseis Patriot" na zona leste da aliança, especificou Stoltenberg, mencionando ainda o recurso a aviões de vigilância.

"Temos que garantir que somos capazes de reagir, se necessário", esclareceu, reiterando que a maior responsabilidade da organização é a de "proteger e defender todos os aliados da NATO", sobretudo numa situação de maior perigo causada pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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