Moscovo retalia contra Berlim e anuncia expulsão de dois diplomatas alemães

O Governo alemão acusa o Kremlin de ter ordenado o assassínio de um opositor checheno na Alemanha.

A Rússia anunciou esta segunda-feira a expulsão de dois diplomatas alemães, em resposta a uma medida semelhante tomada na semana passada por Berlim, que acusa Moscovo de ter ordenado o assassínio de um opositor checheno na Alemanha.

"O lado russo rejeita categoricamente as acusações infundadas e desconexas do envolvimento de estruturas estatais russas neste crime", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, num comunicado, no qual informa sobre a expulsão dos dois diplomatas alemães.

A diplomacia russa, que não esclareceu quando os diplomatas terão de deixar o país, disse que a Rússia "continuará a responder de forma adequada e proporcional a qualquer ataque por parte de Berlim".

O Governo alemão já reagiu ao anúncio da expulsão dos dois diplomatas, considerando que é uma medida "completamente injustificada" e avisando que ela "pesará ainda mais nas relações bilaterais".

A 15 de dezembro, o Tribunal de Berlim condenou à prisão perpétua um russo condenado pelo assassínio de um ex-combatente separatista checheno, natural da Geórgia, num parque de Berlim, a 23 de agosto de 2019.

O presidente do tribunal, Olaf Arnoldi, colocou diretamente em causa as autoridades russas, indicando que tinham "ordenado ao acusado que matasse a vítima".

Na sequência desta sentença, Berlim anunciou de imediato a expulsão de dois diplomatas russos.

A vítima do ataque, o ex-líder separatista checheno Tornike Kavtarashvili, lutou contra as forças russas, entre 2000 e 2004, e desde 2016 que vivia com a família na Alemanha, onde tinha pedido asilo.

Moscovo, que sempre negou qualquer envolvimento neste caso, considerou que se tratou de um "veredicto político".

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