
Joseph Borrell, chefe da diplocia europeia
AFP
O assunto foi a referendo local neste último domingo. O sim ganhou.
A moção foi aprovada numa assembleia municipal de La Pobla de Segur, em 2018. Mas entre fazer o regulamento da consulta popular e aprová-lo, passou algum tempo. Logo depois, surgiu a pandemia.
Por isso, o referendo foi adiado e só agora avançou. Joseph Borrel é talvez o mais ilustre filho desta terra situada na região de Lérida, na região autónoma da Catalunha. Mas Marc Baró, o alcaide de La Pobla de Segur, explica que Borrell fez declarações que não agradaram ao povo local. " Disse que os catalães tinham que se desinfetar, porque estavam infetados. Fez declarações contra os catalães, em geral", afirma.
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O catalão Joseph Borrel, vice-presidente da Comissão Europeia e atual responsável pelas Relações Externas e Segurança da UE, foi ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha no governo de Pedro Sanchez e mostrou-se sempre contra a independência da Catalunha. Chegou a encabeçar e a discursar em manifestações contra os independentistas, em Barcelona.
No entanto, nesta consulta popular, realizada no último domingo, dos cerca de 3 mil habitantes de Pobla de Segur, foram às urnas apenas 322, representando 12%. Desses, 250 votaram para que fosse alterado o nome da rua que tem o nome de Joseph Borrell para Rua 1 de Outubro, o dia em que se realizou o referendo à independência da Catalunha, em 2017. 64 mostraram vontade de que o nome permanecesse.
O alcaide de La Pobla de Segur sublinha que esta consulta na sua terra não é vinculativa, e que o processo ainda tem que ser remetido ao governo regional para última decisão. Mas as ideias independentistas, essas permanecem bem presentes na região. " Isso, sempre", diz a rir. "Dantes a Península Ibérica tinha um único rei e, se hoje Portugal é independente, porque não a Catalunha?", questiona.