O relato da "batalha campal" em mais uma noite de caos em Barcelona

A TSF falou com um português que vive no centro de Barcelona. Nicolas Garin relatou os momentos de tensão vivido entre os grupos independentistas e a polícia, que disparou balas de borracha e gás lacrimogéneo. Pelo menos 30 pessoas foram detidas no terceiro dia de protestos.

A capital da Catalunha foi novamente na noite desta quarta-feira palco de confrontos entre a polícia e os manifestantes, que pedem a liberdade dos governantes catalães condenados pelo Supremo Tribunal espanhol. Imagens divulgadas pela imprensa espanhola e pelas agências internacionais mostram um rasto de destruição nas ruas de Barcelona.

Os jornais falam em "batalha campal". Os manifestantes construíram barricadas, queimaram pneus, caixotes do lixo e fizeram fogueiras. De acordo com o La Vanguardia, a polícia foi alvo de ataques com pedras, petardos e recipientes com ácido, tendo respondido com gás lacrimogéneo.

Um português que vive no centro de Barcelona, descreveu o ambiente que se vive na cidade catalã. "Vivo no centro de Barcelona, muito perto do Arco do Triunfo, mas durante o dia não se fez sentir nada. Foi só a partir das 20h/21h que comecei a sentir movimentação nas ruas e, a partir das 22h, começou-se a sentir o cheiro a borracha queimada, o povo está todo na rua, é o caos total. Estou a temer pela minha segurança", relatou à TSF Nicolas Garin, ao mesmo tempo que rebentavam petardos.

"Parece uma guerra civil. Pegaram em todos os contentores que estavam na rua, puseram-nos no meio da estrada e incendiaram-nos", acrescentou, explicando ainda que "a pouca polícia que presente nas ruas estava a ser apedrejada".

Na noite desta terça-feira, já depois de o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, ter apelado ao fim dos protestos, o presidente do Governo catalão, Quim Torra, também veio a público condenar a violência nas ruas na região.

Na segunda-feira, o Tribunal Supremo espanhol condenou os principais dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha a penas que vão até um máximo de 13 anos de prisão, no caso do ex-vice-presidente do governo catalão.

Assim que foi conhecida a sentença, grupos de independentistas iniciaram movimentos de protesto em todo o território da comunidade autónoma espanhola mais rica.

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