OMS revela que há 131 casos de varíola dos macacos e diz que surto pode ser controlado

Organização Mundial da Saúde acredita que o surto pode ser "contido".

Há 131 casos confirmados de varíola dos macacos em todo o mundo e 106 suspeitos desde o dia 7 de maio, data em que foi reportado o primeiro caso fora dos países onde normalmente o vírus é detetado, avança a Organização Mundial da Saúde (OMS), citada pela Reuters, esta terça-feira.

Embora o surto seja pouco comum, a OMS acredita que pode ser "contido" e está a convocar novas reuniões para apoiar os países e dar mais conselhos sobre como lidar com a doença.

O vírus é transmitido de uma pessoa para outra por contacto próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

A doença foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo, depois de o vírus ter sido detetado em 1958 no seguimento de dois surtos de uma doença semelhante à varíola que ocorreram em colónias de macacos mantidos em cativeiro para investigação - daí o nome "Monkeypox" ("monkey" significa macaco e "pox" varíola).

Não sendo os macacos o reservatório natural do vírus, que permanece desconhecido, especialistas consideram que é incorreto designar a doença ou a infeção como "varíola dos macacos".

O Monkeypox pertence ao género Orthopoxvirus, que inclui o vírus da varíola, o vírus Vaccinia (usado na vacina contra a varíola) e o vírus da varíola bovina.

Em humanos, os sintomas da infeção com o vírus Monkeypox são semelhantes, mas mais leves, aos da varíola. No entanto, ao contrário da varíola, a Monkeypox faz com que os gânglios linfáticos inchem.

O período de incubação (tempo desde a infeção até ao aparecimento dos sintomas) do vírus Monkeypox é geralmente de 7 a 14 dias. A doença dura, em média, duas a quatro semanas.

Apesar de a doença não requerer uma terapêutica específica, a vacina contra a varíola, antivirais e a imunoglobulina vaccinia (VIG) podem ser usados como prevenção e tratamento para a Monkeypox.

A Direção-Geral da Saúde recomenda às pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, a procurarem aconselhamento médico. Perante sintomas suspeitos, as pessoas devem abster-se de contactos físicos diretos.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças aconselhou os países a atualizarem os meios de rastreio e diagnóstico para o vírus Monkeypox, quando já existem 67 casos em nove Estados-Membros da União Europeia.

Fora da Europa, o vírus já foi detetado nomeadamente nos Estados Unidos, Israel, Canadá e Austrália.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de