"População inocente agredida." Onda de violência no México começou numa prisão e já fez 11 mortos

Gangues rivais que iniciaram confronto estão ligados ao cartel de Sinaloa, outrora liderado por Joaquín "Chapo" Guzmán.

Ciudad Juárez, uma das principais cidades mexicanas e que faz fronteira com os EUA, foi na quinta-feira cenário de uma onda de violência que fez 11 mortos, incluindo um locutor de rádio, e incendiou várias lojas, revelaram as autoridades locais esta sexta-feira, citadas pela AFP. Os confrontos começaram quando dois presos morreram baleados e outros 20 ficaram feridos numa luta entre gangues rivais uma prisão da cidade.

Segundo os órgãos de comunicação social locais, os dois grupos estão ligados ao cartel de Sinaloa, outrora liderado por Joaquín "Chapo" Guzmán, que está em prisão perpétua nos EUA.

"A população civil inocente foi agredida como uma espécie de represália. Não foi apenas uma disputa de gangues, houve momentos em que começaram a disparar contra pessoas inocentes", afirmou o Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador.

Após o motim, duas pessoas foram mortas e uma ficou ferida durante um ataque a um supermercado. Outras duas lojas foram incendiadas. À noite, homens armados assassinaram quatro pessoas da rádio local Mega Radio na rua, entre elas o locutor Alan González, que estavam a produzir conteúdos promocionais em frente a uma pizzaria. O caso está a ser investigado por um órgão oficial de proteção a jornalistas no país. Pelo menos outros 13 comunicadores foram assassinados no México em 2022, segundo dados de organizações defensoras da liberdade de imprensa.

O subsecretário de Segurança do México, Ricardo Mejía, referiu outros três homicídios sem detalhar as circunstâncias, bem como a detenção de seis pessoas acusadas de participar nos ataques. No entanto, a polícia local anunciou quatro detenções e a governadora do Estado de Chihuahua, Maru Campos, deu conta da mobilização de forças federais e estatais para restabelecer a ordem na cidade que tem 1,5 milhões de habitantes.

Esta série de ataques em Ciudad Juárez aconteceu dois dias depois de uma escalada de violência nos Estados de Jalisco (oeste) e Guanajuato (centro), atribuída pelo governo ao cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), um dos mais poderosos do país. Os incidentes deixaram um suposto criminoso morto e 16 detidos, além de 25 lojas e vários veículos incendiados.

Alguns dos ataques aconteceram na periferia de Guadalajara, capital de Jalisco. Após esta escalada de violência na quinta-feira, vários bairros de Ciudad Juárez ficaram desertos, algumas universidades suspenderam as aulas e a associação empresarial de Chihuahua exigiu que o governo atue contra o crime organizado.

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