Português na Alemanha teve de usar um barco para sair de casa

A chuva tem provocado inundações em várias zonas do país. Pelo menos 59 pessoas morreram e há dezenas de desaparecidos.

José Santos vive em Hattingen, cidade perto de Dusseldorf, e não ganhou para o susto. O médico português teve de ser retirado de casa, depois de o rio Ruhr ter inundado o prédio onde vive. Trata-se de uma das centenas de pessoas desalojadas por causa da chuva forte que tem abalado a Alemanha.

Durante a madrugada, o emigrante foi acordado pelos bombeiros quando o prédio já estava totalmente inundado. Com a "água até à cintura", José Santos só conseguiu sair de casa com a ajuda de um barco que percorreu "quase 600 ou 700 metros" até chegar a um local seguro.

As previsões climatéricas não são animadoras, as autoridades alemãs "falam de chuva e tempestades até ao fim de semana". Para já, o português emigrado em Hattingen está "à espera" num abrigo da proteção civil e ainda não sabe "como vão ser os próximos dias", nem onde vai dormir nas próximas noites.

Na zona onde vive foram retiradas de casa 120 pessoas e há perto de 500 afetadas pelas inundações, sendo que os serviços de emergência "ainda não acabaram a evacuação" dos cidadãos.

Segundo José Santos, as autoridades alemãs "estão a pensar usar helicópteros para ir buscar médicos e enfermeiros" que não conseguem chegar ao Hospital de Hattingen. O emigrante português é um dos profissionais de saúde que não pôde deslocar-se para a unidade hospitalar que, devido ao corte das estradas, "está a funcionar a 30%".

A chuva tem provocado inundações em várias zonas da Alemanha. Pelo menos 59 pessoas morreram e há dezenas de desaparecidos. Em Hattingen, "a situação não está muito bem, continuam-se a ouvir sirenes e a proteção civil está bastante atarefada", adianta José Santos.

A chefe do Governo germânico ficou "impressionada" com a gravidade das inundações no país. Angela Merkel inicia esta quinta-feira uma visita oficial aos Estados Unidos da América, mas deixou uma publicação na rede social Twitter, onde endereça uma mensagem de solidariedade "para as famílias dos mortos e desaparecidos". A chanceler alemã agradece ainda "aos inúmeros socorristas e aos serviços de emergência incansáveis".

O temporal tem também afetado a Bélgica, onde há o registo de seis mortes devido à chuva forte e consequentes inundações que assolam o país.

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