PR moçambicano alerta para "emergência internacional" devido ao coronavírus

Filipe Nyusi garantiu que as autoridades moçambicanas estão prontas para enfrentar o surto.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, apelou esta quinta-feira à vigilância dos moçambicanos na sequência dos primeiros casos do novo coronavírus em África, considerando que as autoridades estão prontas para o surto em caso de eclosão no país.

"O covid-19 é um assunto de segurança. Por isso, apelo para o redobrar de esforços na sua prevenção e vigilância", afirmou o chefe de Estado, no seu primeiro pronunciamento público sobre o surto.

Filipe Nyusi falava durante uma cerimónia de graduação na Academia de Ciências Policiais (Acipol), nos arredores da capital moçambicana. O Presidente garantiu que as autoridades moçambicanas estão prontas para enfrentar o surto em caso de eclosão, apelando, no entanto, aos moçambicanos para adotarem medidas de prevenção.

"Seja vigilante de si próprio e do seu próximo de modo a identificar os sinais da doença", disse Filipe Nyusi, alertando que se trata de uma "situação de emergência internacional".

As autoridades de Moçambique prepararam centros de tratamento e isolamento em todas províncias do país, após registos dos primeiros casos do novo coronavírus em países africanos. Numa conferência de imprensa esta quinta-feira em Maputo, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, reafirmou que o país está pronto para agir em caso de eclosão da doença, considerando que há um plano multissetorial elaborado.

"Estão em curso a criação de um comité técnico para analisar a situação diariamente e registar a lista de países com cidadãos sujeitos a quarentena. Neste momento, só podemos dizer que a medida fundamental será o reforço da vigilância nos pontos de entrada do país", declarou o ministro da Saúde, acrescentando que não ainda registo de nenhum caso em território moçambicano.

As autoridades da África do Sul, país que faz fronteira com Moçambique, confirmaram esta quinta-feira o primeiro caso de covid-19. O surto de covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou cerca de 3300 mortos e infetou mais de 95 mil pessoas em 79 países, incluindo oito em Portugal.

Das pessoas infetadas, mais de 50 mil recuperaram. Além de 3012 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas, San Marino, Iraque, Suíça e Espanha.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou oito casos de infeção, dos quais seis no Porto, um em Coimbra e um em Lisboa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para "muito elevado".

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