Prémio Nobel da Economia atribuído a David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens

O anúncio foi feito esta segunda-feira.

O Prémio Nobel da Economia foi atribuído, esta segunda-feira, a David Card, pelas suas contribuições empíricas para a economia do trabalho, bem como a Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens, pelas suas contribuições metodológicas para a análise das relações causais.

Os laureados deste ano em Economia "demonstraram que muitas das grandes questões da sociedade podem ser respondidas. A sua solução é utilizar experiências naturais, situações que surgem na vida real que se assemelham a experiências aleatórias", explicou a academia.

Todos os laureados - o canadiano Card, o norte-americano Angrist e os holandês-norte-americano Imbens - "forneceram novos conhecimentos sobre o mercado de trabalho e mostraram que conclusões sobre causa e efeito podem ser tiradas de experiências naturais".

"A sua abordagem estendeu-se a outros campos e revolucionou a investigação empírica", disse a academia.

"Utilizando experiências naturais, David Card analisou os efeitos do salário mínimo, da imigração e da educação no mercado de trabalho", disseram os membros da instituição.

Angrist e Imbens "mostraram que conclusões sobre causa e efeito podem ser tiradas de experiências naturais. O quadro que desenvolveram foi amplamente adotado pelos investigadores que trabalham com dados de observação".

Em suma, o trabalho dos laureados "revolucionou a investigação empírica nas ciências sociais e melhorou significativamente a capacidade da comunidade de investigação para responder a questões de grande importância para todos nós".

Pedro Martins, professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, considera que a distinção é merecida já que o galardoado é responsável por avanços significativos na área.

O professor Pedro Martins explica ainda a importância da outra metade do prémio que distinguiu Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens.p>

Ao contrário dos outros prémios Nobel, o da Economia não foi estabelecido no testamento de Alfred Nobel, mas sim pelo banco central sueco em sua memória em 1968, tendo o primeiro vencedor sido selecionado um ano mais tarde.

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